Pescadores atingidos pela forte ressaca são recebidos na Seagri

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26/07/2019

O secretário visitará a orla de Arembepe nesta sexta-feira para ver pessoalmente os estragos e apoiar os pescadores

 

Uma comitiva formada por mais de 30 pescadores de Arembepe, Jauá e Abrantes, distritos da orla de Camaçari, foi recebida no gabinete da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri), na última quarta-feira (24). Eles tiveram todas as embarcações completamente destruídas pelo mau tempo que se abateu sobre o litoral nos últimos dias e foram solicitar ajuda ao órgão gestor da pesca e aquicultura do Estado.

O mau tempo arruinou mais de 60 embarcações, além de diversas barracas de praia, restaurantes, casas e hotéis situados na orla. Foram ventos fortes a 70 km/hora, o que fez com que as ondas em alto mar chegassem a quatro metros de altura, revirando barcos de pesca de todos os tamanhos, tanto de pescadores profissionais quanto artesanais. A pesca é responsável pela subsistência de cerca de 200 famílias, que estão agora desamparadas com o desastre natural.

“O que aconteceu em Arembepe foi uma catástrofe: barcos sumiram, outros foram jogados nas pedras e se arrebentaram, e não sobrou um que não tivesse sofrido perda total. Todas as construções foram destruídas. Os restos dos barcos foram retirados com ajuda de retroescavadeira. Dezenas de barracas de praia também foram perdidas. Estamos pedindo aos órgãos que se sensibilizem e nos ajudem a consertar os barcos para que possamos voltar a trabalhar”, afirmou o presidente da Colônia de Pesca Z-14 de Arembepe, Manoel de Brito, acrescentando que cada pescador representa uma família e o barco é seu instrumento de trabalho e de sobrevivência. Em barcos maiores, trabalham até seis pescadores.

“Receber cesta básica nesse momento ajuda, mas consertar os barcos é mais importante ainda”, disse o presidente da Cooperativa dos Pescadores de Camaçari, Ajax Tavares, acrescentando que o benefício que os pescadores e marisqueiras recebiam anualmente nos três meses do inverno foram suspensos, e os pescadores e suas famílias estão passando por necessidades. Além dos pescadores, os barraqueiros também tiveram seus equipamentos de trabalho destruídos. Só em Arembepe, foram 12 barracas de praia destruídas. Os prejuízos globais foram estimados em R$ 450 mil.

A comitiva foi recebida pelo chefe de gabinete da secretaria, Wesley Faustino, pelo diretor Eduardo Rômulo e pelo secretário da Seagri, Lucas Costa. Os pescadores estavam acompanhados do presidente da Colônia de Pesca Z-14 de Arembepe, Manoel de Brito; do presidente da Cooperativa dos Pescadores de Camaçari, Ajax Tavares; do presidente da Associação dos Barraqueiros de Camaçari, Valmir Menezes; do deputado federal Luiz Caetano; e dos vereadores de Camaçari, Dentinho e Marcelino.

Além disso, estavam presentes representantes de diversos órgãos do governo do Estado, como da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, do diretor superintendente da Superintendência de Proteção e Defesa Civil, Paulo Sérgio Menezes; da gerente de Assistência Técnica da Bahia Pesca e o diretor técnico da Bahia Pesca, Valter Silva Júnior. O deputado federal Félix Mendonça Júnior, apareceu logo depois para dar apoio aos pescadores.

O secretário da Seagri, Lucas Costa, se comprometeu em ir até a praia de Arembepe ver pessoalmente a situação dos pescadores nesta sexta-feira, 26, onde definirá as ações para mitigar os efeitos da tragédia. O superintendente da Defesa Civil esclareceu que o caso é de calamidade pública, e que será enviada uma nota técnica da situação para o governador Rui Costa decretar a emergência. Uma equipe da Seagri foi até o local no mesmo dia para fazer o levantamento dos prejuízos e cadastrar as famílias atingidas. Assim que o decreto do governador for publicado, a secretaria realizará a assistência social integral aos atingidos.

Ascom Seagri

Letícia Belém

Fotos: Letícia Belém