Seagri participa do Festival Internacional do Cacau e do Chocolate em Ilhéus

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20/07/2019

O secretário Lucas Costa e uma comitiva da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri) estiveram na última quinta-feira (18) na abertura da 11ª edição do Chocolat Bahia - Festival Internacional do Cacau e do Chocolate - realizado no Centro de Convenções de Ilhéus, no sul do Estado, entre os dias 18 e 21 de julho. O festival é considerado o maior de chocolate de origem do Brasil e tem o objetivo de reunir representantes de toda a cadeia produtiva de cacau, além de promover o sul da Bahia como uma das principais regiões produtoras de chocolate do país.

Eles visitaram stands de produtores locais e conversaram com os fazendeiros, empresários e produtores que fazem o chocolate de origem baiana, procurado pela sua qualidade diferenciada no país e no mundo. A Bahia é o maior Estado produtor de cacau do país e voltou a ser um grande exportador do fruto, de forma sustentável. Segundo o secretário, a Seagri tem apoiado essa evolução, a retomada da produtividade do cacau e do desenvolvimento da região como um grande polo chocolateiro, com a ampliação do acesso ao crédito rural aos produtores, a assistência técnica, o uso de tecnologias para aumentar a produtividade e a produção de mudas de alta qualidade na biofábrica de Cacau.

“A Bahia hoje exporta não só o fruto in natura, mas o chocolate produzido no Estado tem presença garantida no Salão do Chocolate de Paris”, celebrou o governador Rui Costa.  Estiveram presentes também vários secretários de Estado, como Adélia Pinheiro, da Ciência e Tecnologia, João Carlos Oliveira, do Meio Ambiente. Além do secretário da Seagri, participaram da comitiva o chefe de gabinete, Wesley Faustino; o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário, Adriano Bouzas; e o gestor público Marcelo Senhorinho.

Realizado em parceria com o Governo da Bahia por meio de diversas secretarias, o evento reúne mais de 70 produtores de chocolate de origem e 170 expositores no Pavilhão de Feiras. Especialistas nacionais e internacionais discutiram as tendências do setor no mundo. Palestras, workshops e cursos também fizeram parte da programação, além da degustação de uma imensa diversidade e qualidade de chocolates de diferentes sabores e aromas, e outros produtos derivados.

Uma das inovações deste ano foi o stand lançando produtos com o Selo de Identificação Geográfica, que mostra a origem baiana do cacau e sua qualidade diferenciada, ou seja, a região agrega valor na produção do cacau e do chocolate, retomando seu papel cultural de destaque que, por mais de dois séculos, teve o cacau como uma de suas culturas agrícolas de maior potencial.

Ressurgimento da economia cacaueira através da pesquisa

Com o reaquecimento desta atividade econômica, impulsionado pelo conhecimento e pelas pesquisas tecnológicas produzidas pelos pesquisadores da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), agora a região vê ressurgir a não só a cultura cacaueira, mas também toda a diversificação e verticalização da produção em um ciclo completo, com produção, beneficiamento, agroindústrias e toda essa linha de novos produtos e derivados do cacau.  Pesquisadores da Ceplac ensinaram desde como plantar e podar até a fermentar, secar a amêndoa e oferecer toda a estrutura física da fábrica para chegar na barrinha final do chocolate.

Além de ser o maior produtor de cacau do Brasil, a Bahia está se consolidando como referência na produção de chocolate de qualidade. O sul do estado conquistou a Indicação Geográfica de procedência do cacau. Aumentar produtividade e agregar valor são expressões que têm sido cada vez mais usados pelos especialistas e produtores da Bahia e dos outros Estados que desenvolvem a cacauicultura.

Muitos cacauicultores se capacitaram em beneficiamento do cacau para aperfeiçoar o conhecimento nos processos de fermentação das amêndoas, secagem, classificação, torra até a transformação final na indústria para a produção do chocolate em barras com alto teor de cacau, bombons, nibs, mel de cacau e geleia do fruto.

Seguindo o movimento de produção “da amêndoa para o chocolate” (bean to bar) ou “da árvore para o chocolate” (tree to bar), produtores locais estão diversificando os negócios e impulsionando a produção de cacau com objetivo de atender um novo nicho de mercado.

Cacau baiano é sustentável

O cacau do sul da Bahia é produzido pelo sistema cabruca, ou seja, os cacaueiros são plantados sob espécies nativas da Mata Atlântica e manejados de forma especial para minimizar o impacto ambiental sobre o bioma. Depois que o cacau é colhido e quebrado de forma manual, é no lombo das mulas que suas sementes são levadas de dentro da cabruca para passar pelo processo de beneficiamento primário, que se inicia com a fermentação nos cochos de madeira.

No sistema agroflorestal da cabruca, a roça de cacau fica no meio da floresta, toda sombreada por outras plantas nativas da Mata Atlântica que formam essa biodiversidade, como cedro, jacarandá, jequitibá, sucupira, sapucaia e algumas plantas exóticas como a eritrina, cajazeira.

 

Ascom Seagri

Letícia Belém

 

Foto: Adriano Bouzas/Seagri