Seagri ganha reforço para prevenir a entrada da Peste Suína Clássica no estado

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06/06/2019
Ascom Seagri
Area de Interesse 
Agronégocio

Para fortalecer a defesa sanitária dos municípios situados na divisa da Bahia com o Piauí e garantir a manutenção do status de Zona Livre de Peste Suína Clássica ao estado, o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Lucas Costa, assinou um convênio com o presidente da Associação dos Produtores de Algodão da Bahia (Abapa), Júlio Busato, na última semana.

A parceria prevê a cessão, por 30 dias, de seis veículos alugados pela Abapa para ampliar a fiscalização, a vigilância epidemiológica e o controle de trânsito de suídeos (suínos e javalis) nas barreiras sanitárias dos municípios do Oeste do estado. O objetivo é apoiar e reforçar as ações que estão sendo desenvolvidas pelo governo da Bahia em todos os municípios da fronteira desde o mês de abril, quando foram registrados focos da doença no norte do estado vizinho.

O secretário assinou também um termo de cooperação técnica entre a Seagri e o Fundo de Apoio à Pecuária do Estado da Bahia (Fundap), que prevê a doação de dois veículos e dois drones (aeronaves não tripuladas), que serão utilizados no apoio à fiscalização e defesa agropecuária.

Em videoconferência realizada em maio, os agricultores, irrigantes e pecuaristas do Oeste baiano haviam demonstrado ao secretário o interesse em contribuir com as ações estaduais de fiscalização, vigilância epidemiológica e defesa sanitária animal nos municípios situados na divisa com o Piauí.

Costa viabilizou a oficialização da parceria, que irá reforçar as ações de defesa agropecuária que estão sendo realizadas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) desde o mês de abril, além das ações de educação sanitária, recadastramento e orientação de médicos veterinários em todas as propriedades de criação de suídeos.

Para Busato, os produtores estão unidos no interesse de manter a Bahia fora das estatísticas sobre índices de peste suína no Brasil e isto deve ser de responsabilidade de todos, e não apenas do governo estadual.

Na divisa entre os estados, a Zona de Proteção na Bahia é composta pelos municípios Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes, Pilão Arcado, Remanso e Casa Nova. Já a Zona de Vigilância abrange as cidades de Juazeiro, Curaçá, Abaré, Chorrochó, Rodelas, Glória e Paulo Afonso.

 

Importância do reforço às ações de prevenção

A força-tarefa de prevenção e reforço na fronteira é para prevenir a entrada do vírus no estado e sua disseminação. “A Bahia protege todo o bloco do restante do país de áreas livres da doença e essa condição garante a segurança dos estados que exportam a carne de suídeos e seus derivados”, explicou o secretário.

A Bahia nunca teve nenhum caso registrado da Peste Suína Clássica – doença viral que se propaga rapidamente entre os animais e provoca neles conjuntivite e diversas lesões até sua morte. Ela não é transmissível aos seres humanos, mesmo no contato com animais doentes ou no consumo da carne.

Apesar disso, todos os animais localizados em um raio de três quilômetros de um foco identificado devem ser sacrificados imediatamente para evitar que a enfermidade se dissemine sem controle. Os produtores do Piauí e da Bahia estão sendo orientados a identificar os primeiros sintomas da PSC para informar sem demora as agências de defesa agropecuária de seus estados. No Piauí, onde houve focos registrados, os criadores estão sendo indenizados com valor de mercado por cada animal perdido ou sacrificado.

Apesar de não representar risco à saúde da população, a chegada da doença implicaria em prejuízos para toda a cadeia produtiva destes animais e também para o país, que seria impedido de continuar exportando a carne de porco e seus derivados. Isso também afetaria o mercado da soja, milho, milheto e sorgo, principais componentes para a ração animal. O rebanho suíno baiano é de aproximadamente 650 mil animais.

 

Ascom Seagri

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