MICOTOXINAS: DICAS PARA EVITAR CONTAMINAÇÃO

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12/01/2018
Portal DBO
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Agronégocio

A combinação de supersafra, adversidades climáticas como chuvas excessivas ou seca, cotações instáveis e espaço reduzido para armazenagem dos grãos pode ser prejudicial para a qualidade dos insumos utilizados na alimentação animal. Se estocado de forma incorreta, os ingredientes utilizados na dieta dos animais podem desenvolver fungos e, consequentemente, as micotoxinas, que interferem na eficiência dos animais no confinamento ou na criação a pasto. Atualmente são conhecidas mais de 500 tipos de micotoxinas e o risco está na interação entre elas, o que pode potencializar as perdas de rentabilidade e desempenho no campo.

No caso dos bovinos, a múltipla contaminação é ampliada devido a utilização de forrageiras (pastagem, feno, silagem), alimentos fermentados (silagem de grão úmido) e subprodutos na dieta, que representam um risco considerável para o gado. O nível de contaminação dependerá das condições do solo, da data de colheita da forrageira, do controle dos processos de ensilagem, da origem dos grãos e subprodutos e sua estocagem na fazenda. “Segundo estudo conduzido no Apta Colina/SP, a perda de desempenho de animais confinados expostos à contaminação por micotoxinas pode chegar a 150 gramas de carcaça/animal/dia, o que reduziria a lucratividade do produtor em aproximadamente R$ 100 no período de confinamento", explica Gustavo Siqueira, pesquisador do Apta Colina/SP.

Produzidas por fungos, as micotoxinas são substâncias tóxicas e podem causar problemas diversos, como a redução de ingestão de alimento, queda na imunidade, diarreia, lesões hepáticas ou intestinais, infertilidade, redução no crescimento e até morte dos animais. “Nos últimos dois anos, as forragens armazenadas tiveram um aumento no risco de contaminação. Por isso, esse cenário precisa ser monitorado e os produtores devem acrescentar um programa abrangente e integrado de gestão de micotoxinas à sua operação”, afirma o diretor Global do Programa de Gestão de Micotoxinas da Alltech, Nick Adams.

Confira algumas práticas para minimizar esse impacto no manejo dos ruminantes:

1. Controle de qualidade: realizar o controle de qualidade dos ingredientes dentro da fazenda pode diminuir o risco do aparecimento de micotoxinas. Isso engloba a produção da silagem adequada e a análise dos alimentos.

2. Cuidados no armazenamento: as condições de armazenagem dos ingredientes na propriedade é um dos principais fatores que tem influência no aparecimento de micotoxinas. Por isso, o produtor deve evitar o armazenamento de alimentos em locais úmidos.

3. Gerenciamento da temperatura: a temperatura interna do galpão deve ser ambiente, não muito alta, nem muito baixa. Esse controle é essencial para evitar a contaminação do alimento.

4. Planejamento nutricional: conhecer os riscos e potencial de contaminação de cada ingrediente para cada fase de produção da propriedade, aliado à correta formulação das dietas, contribui para otimizar o resultado produtivo e financeiro da propriedade.

5. Uso de adsorvente: isso poderá reduzir os riscos causados pelas micotoxinas. Um exemplo é o Mycosorb A+, da Alltech, solução de amplo espectro de ação que é acrescentada à dieta dos animais e atua em todo o trato digestivo, reduzindo os riscos causados pelos diversos tipos de micotoxinas. Além disso, oferece capacidade superior de aderência, resultando em uma maior proteção contra as principais micotoxinas, como aflatoxinas, fumonisinas, zearalenona, vomitoxina, toxina T2 e ocratoxina.

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