Plano lançado por Ministério busca reconhecimento do Brasil como zona livre de aftosa sem vacinação

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12/04/2017
Imprensa Seagri
Area de Interesse 
Desenvolvimento Agrícola

Plano lançado por Ministério busca reconhecimento do Brasil como zona livre de aftosa sem vacinação
 

Lançado pelo Ministério da Agricultura durante reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (COSALFA 44) realizada em Pirenópolis – Goiás, nos dias 06 de 07 deste mês de Abril, o “Plano Estratégico contra Febre Aftosa para 2017” prevê ações para a ampliação das zonas livres sem vacinação, de forma gradativa e regionalizada, a partir do fortalecimento das medidas de prevenção, priorizando as regiões mais vulneráveis. A ideia é que em 2026 o país conquiste o status zona livre de febre aftosa sem vacinação. A Bahia foi representada no evento pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado, a ADAB, vinculada da Secretaria da Agricultura.

Com um rebanho bovino e bubalino de quase 11 milhões de cabeças, a Bahia detém, há 16 anos, o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), de zona livre de febre aftosa com vacinação. Em 1º de Maio será iniciada a primeira etapa de vacinação de 2017. A expectativa é que 96% do rebanho seja imunizado. O secretário da agricultura Vítor Bonfim acredita que a Bahia reúne as condições para desenvolver bem o plano lançado pelo ministério e alcançar o status de zona livre sem vacinação “Graças ao empreendedorismo do setor produtivo e as ações do Governo do Estado, temos tido excelentes resultados com as campanhas de vacinação. O bom resultado também é reflexo das ações da ADAB, na promoção de medidas de conscientização dos produtores, capacitação dos servidores e atividade de vigilância à saúde dos animais, bem como atividades de educação sanitária realizada em todo o estado. Vamos fortalecer este trabalho, especialmente no que diz respeito a fiscalização do trânsito de animais, e não tenho dúvidas que teremos totais condições de desenvolver o plano estratégico, alcançando o status de zona livre da febre aftosa sem vacinação”.

O Distrito Federal e mais 22 estados brasileiros são considerados pela OIE como zonas livres de febre aftosa com vacinação. Juntos, detém 97% de todo o rebanho. O estado de Santa Catarina, considerado zona livre sem vacinação, reúne 2% da população bovina do país. Amazonas, Amapá e Roraima são os únicos que não têm o reconhecimento de áreas livres. A transição para zona livre sem vacinação se dá após análise da distribuição espacial de rebanhos susceptíveis e movimentação animal; indicadores de comércio de animais; sistemas de produção de interesses comuns, com base nas condições epidemiológicas externas, em barreiras geográficas e estruturas de fiscalização de fronteiras e divisas de estados, entre outros aspectos.

De acordo com o plano lançado pelo Ministério da Agricultura, o país será dividido em 5 zonas para suspensão gradativa da vacina. Os Estados do Acre e Rondônia seriam reconhecidos como zona livre sem vacinação em 2021, seguidos por Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte em 2022, e Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, e Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul em 2023.Outra novidade é a redução da dose de vacina de 5ml para 2 ml, que ocorrerá no ano de 2019, até a finalização dos estoques existentes e a adaptação das indústrias às novas regras.

 

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