Ações da Seagri e SDR fortalecem comunidades tradicionais

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13/08/2015
Imprensa Seagri
Area de Interesse 
Agricultura Familiar

Ações da Seagri e SDR fortalecem comunidades tradicionais

 

As comunidades tradicionais compreendidas pelos remanescentes de quilombolas, indígenas, ribeirinhas, mulheres pescadoras, pescadores artesanais e assentados, todos beneficiários do programa estadual de distribuição de renda “Vida Melhor”, terão suas atividades pesqueiras fortalecidas. Fruto do trabalho conjunto da Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura (Seagri), e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), as ações se estruturam em módulos produtivos, com foco em gênero, raça e etnia, e executado com recursos do Programa Bahia Produtiva. Esse programa está inserido no Plano Safra de Agricultura 2015/2016, lançado nesta quinta-feira (13), no Othon Palace Hotel.

Com a pretensão de aumentar em 60% a produção baiana na estruturação piscicultura, até 2019, segundo Dernival Oliveira Júnior, presidente da Bahia Pesca, o cultivo de peixes em tanques-rede e viveiros escavados é um dos módulos produtivos da ação destinado aos assentados e ribeirinhos. A criação de peixes nos tanques-rede é realizada nos grandes reservatórios públicos do Estado, pré-selecionados pela Bahia Pesca. Cada módulo deverá produzir até 64 toneladas de pescado, com tanques-rede de 6m³ e beneficiará dezenas de piscicultores.

 O cultivo de peixes em viveiros escavados é realizado em solo natural, em áreas propícias com curso de água permanente e solo argiloso. E para este projeto a previsão é implantar cinco módulos a fim de produzir 20 toneladas/ano e beneficiar 100 famílias. Para cultivo de peixes em tanques-rede o objetivo é produzir 320 t/ano com a criação também de cinco módulos, e 100 famílias serem beneficiadas.

Para os pescadores, marisqueiras, indígenas e quilombolas, a proposta da Seagri/Bahia Pesca é a difusão do cultivo da ostra nativa Crassostrea rhizophorae nas regiões estuarinas da Bahia. Além da utilização dos manguezais, essas comunidades terão mais uma fonte de renda. As famílias selecionadas receberão capacitação e assistência técnica. Os parâmetros físico-químicos da água, a correlação com o desempenho das ostras e seus dados biométricos, e as operações de manejo de acordo com a fase de cultivo estarão sob a supervisão dos técnicos.

No recôncavo baiano a meta é implantar inicialmente 16 módulos produtivos para o cultivo de algas marinhas. Esse projeto destina-se à fabricação de sabonetes (barra e líquido) e balas pelas marisqueiras que também serão responsáveis pelo processo de beneficiamento numa indústria da Ilha de Itaparica. O módulo produtivo tem capacidade para produzir 10.800 kg de algas úmidas, correspondentes a 360 kg de algas secas, por ciclo de três meses podendo beneficiar dezenas de marisqueiras.  

 

Fonte:

Ascom Seagri

Andréa Araujo

Tel.:(71) 3115-2767/2737/2794